Rumo ao Império Inca - 2009 - Peru, Bolívia, Chile,

Relato de viagem realizada em Fevereiro e Março de 2009, tendo como pontos principais a Estrada do Pacífico, Machu Picchu, Vale do Colca, Lago Titicaca, Parque Sajama, Parque Lauca, Parque Vulcão Isluga e uma rápida esticada ao Pacífico, em Iquique.

Todo material usado veio do nosso tópico no Fórum 4x4 Brasil.

26/02 – Saímos cedo de Nova Mutum (04:30), cortamos o MT por algumas estradas secundárias, para não ter que descer até Cuiabá para depois subir em direção à Rondônia. Chegamos em Porto Velho após uns 1300km, sendo destes uns 150km de estradas de chão, chegamos às 23:00h.

 

 

27/02 – Porto Velho a Assis Brasil, chegamos relativamente cedo, mas mesmo assim a receita já estava fechada. Fomos a Iñapari fazer a imigração para adiantar serviço do dia seguinte e depois fomos achar um lugar para ficar em Assis Brasil. Ficamos numa pousadinha bem simples mas muito bacana o pessoal. À noite fomos à Iñapari para comer uma pizza, pois em Assis não achamos nada. Valeu muito, apesar do lugar simples a pizza foi uma das melhores da viagem.

Chegamos no Acre

Chegamos ao Acre

 

28/02 – Acordamos cedo na esperança de adiantar estrada, mas por um descaso da Receita Brasileira o fiscal só veio dar as caras às 09:30h, impressionante. Tinha um camioneiro que já estava 4 dias esperando a boa vontade do pessoal para ser liberado com uma carga de milho para Puerto Maldonado. Eita Brasil. Após o episódio fomos à Iñapari fazer a Aduana e pegamos a estrada. Chegamos em Puerto Maldonado já no início da tarde, somente abastecemos e seguimos até Quincemil, onde pernoitamos.

Estrada do Pacífico

Estrada do Pacífico

 

01/03 – Saímos cedo de Quincemil, mas nas proximidades de Marcapata ficamos parados umas 2 horas em função de um desmorronamento, até que apareceu alguém da empresa que está construindo a rodovia com um trator de esteira. Rodamos uma meia hora e mais um desmorronamento, desta vez ficamos umas 3 horas parados. Aproveitamos e trocamos muitas informações com uns policiais bem prestativos que estavam dando suporte à operação. Após isso estrada novamente, muita pedra e muita água atravessando a estrada, chovia demais, começamos a subir até chegarmos à um puna, chegamos a 4720mts de altitude. Finalmente chegamos em Cuzco no fim da tarde.

Estrada do Pacífico

Estrada do Pacífico

Queda de barreira

Queda de barreiras

Transição da região de floresta para os Andes

Saindo da região de florestas e entrando nos Andes - proximidades de Marcapata

Subindo os Andes

Após a floresta vem uma espécie de Puna

A mais de 4000mts de altitude

Já a mais de 4.000mts de altitude

 

02/03 – Primeira tarefa do dia foi irmos até a agência que fez a reserva da Trilha Inca para acertarmos os últimos detalhes. Tudo ok e agora fomos conhecer Cuzco. Pela manhã rodamos nos arredores da Plaza de Armas e pela tarde fizemos um City tour, foi bacana, mas é aquele negócio de turista, não de viajante, tudo corrido, horários, gente vendendo bugiganga, mas valeu.

Ruínas de Saqsayhuaman

Ruínas de Saqsayhuaman

Plaza de Armas - Cuzco

Plaza de Armas - Cuzco

Ruínas de Pucapucara

Ruínas de Pucapucara

 

03/03 – Passamos o dia passeando pelo Vale Sagrado, passando por Pisaq, Chinchero, Urubamba, Ollantaytambo, etc.

Crianças em Pisac

Crianças em Pisac

 

 

 

Chinchero

Chinchero

 

04/03 – Hoje foi o dia do roteiro pelas igrejas de Cuzco, vimos muita coisa interessante, pegamos um guia para nos ajudar em duas delas, foi muito bom. Depois disso fomos rodar em alguns museus e no final da tarde, como sempre, uma Cusqueña.

Plaza de Armas à noite - Cuzco

Plaza de Armas à noite

05/03 – Mais alguns museus, algumas compras, ficamos batendo perna quase o dia inteiro nos arredores do centro. No fim da tarde fomos preparar as mochilas para a Trilha de amanhã.

Curtindo um verde

Curtindo um verde

Próximo ao mercado municipal

Próximo ao mercado municipal de Cuzco

 

06/03 – Acordamos às 03:00h da madruga, pegamos um táxi até Ollantaytambo e às 05:30h saímos com o trem. Chegamos ao km 104 por volta das 07:00h. Daí começou a brincadeira, logo uma primeira parada nas ruínas de Chachabamba e daí veio a pedreira mesmo. Para sedentários como nós foi soda, mas também foi muito gratificante, realmente fantástico o caminho, paisagens das mais diversas, uma mais bela que a outra, você acaba esquecendo da dureza da caminhada. Algumas horas depois chegamos em Wiñay Wayna, show de bola as ruínas, um pouco após e chegamos no refúgio, que seria o lugar que acamparíamos se tivéssemos conseguido a autorização, mas como não foi o caso seguimos e em mais algumas horas chegamos na porta do sol (Intipunku) e posteriormente a Machu Picchu por volta das 16:00h. Cara, sem explicação o lugar, chegar nesse lugar mágico depois de 19kms de caminhada pedreira realmente não tem preço. Mas hoje não era o dia de aproveitar as ruínas, logo descemos à Águas Calientes, fomos ao hotel tomar uma ducha, comer e capotar, estávamos quebrados.

 

 

 

 

Chegando

E a chegada, fenomenal


 

 

07/03 – Machu Picchu, hoje foi o dia de desvendarmos suas ruínas, passamos uma boa parte do dia batendo perna por tudo que é lugar, devido aos joelhos quebrados não arriscamos subir o Huayna Picchu, em compensação foi o dia inteiro subindo e descendo escadas, mas realmente valeu a pena, o lugar é fantástico e tivemos bastante tempo para aproveitar bem o lugar. No meio da tarde descemos até Águas Calientes e logo após o trem até Ollanta, para depois seguir estrada até Cuzco. Aproveitamos o fim de noite para deixar tudo em ordem dentro da viatura, após dois dias bem puxados foi hora de mais uma Cusqueña e um capote na cama.

 

 

Ruínas de Machu Picchu

 

08/03 – Cedo na estrada, em direção ao vale do rio Colca. Seguindo a orientação de dois policiais e também do guia que nos acompanhou em Machu Picchu, abandonamos a idéia de seguir pelo interior até Chivay, todos nos aconselharam a seguir pelo asfalto, porque a estrada por dentro estava péssima e também não era recomendada em função de risco de assaltos. Chegamos em Chivay no começo da noite, mas resolvemos seguir até Cabanaconde para estar próximo ao Mirador Cruz de Condor logo pela manhã. A estrada estava boa, mas muita neblina.

 



09/03 – Levantamos bem cedo e fomos logo ao mirador, não tinha ninguém ainda. Conseguimos tirar algumas fotos dos condores. Um pouco depois começaram a chegar as vans dos turistas, andamos mais um pouco pelas trilhas nos arredores e pegamos a estrada. Fomos parando em tudo que é lugar, levamos até o meio-dia para retornar à Chivay, paramos num lugar muito bacana para almoçar e depois pegamos a estrada para Puno, onde chegamos à noite, achamos um hotel e uma cerveja e depois cama.

Cânion de Rio Colca

Vale do Colca

 

10/03 – Logo cedo fomos atrás de um passeio para as Ilhas de Uros, pegamos o barco por volta das 08:30 e logo após o meio-dia estávamos de volta. Pegamos a estrada rumo à Bolívia, fizemos a aduana e no fim da tarde já estávamos em Copacabana. Muito legal o lugar, muitos mochileiros, astral bacana, deveríamos ter ficado mais um dia por lá.

Ilhas flutuantes de Uros

Artesãos em Uros

 

 

11/03 – Resolvemos pegar a estrada em direção à La Paz e antes do meio-dia já estávamos em Tiwanacu, visitamos o lugar, os museus e retornamos. Entramos em La Paz somente para pegarmos a saída para Coroico, chegamos no entroncamento da Carretera de La Muerte e decidimos descer pela estrada nova para voltar no outro dia pela velha. Chegamos em Coroico no fim do dia, pegamos o acesso secundário, uma estrada quase abandonada, com o mato tomando conta, quando chegamos no hotel que fomos descobrir que o acesso principal da cidade era subindo o final da Estrada da Morte, fazer o que, fomos apenas seguindo as placas, mas valeu. Chegando ao hotel fomos informados que ninguém mais sobe a Estrada da Morte, somente desce, em função das mais de 300 bicicletas que descem diariamente a estrada, uma pena, mas resolvemos então fazer toda a volta, iríamos subir pela nova e descer a velha para depois pela 3ª vez pegar a estrada nova e voltar à La Paz. Em Coroico ficamos num hotel muito bacana, comida de primeira, e também o melhor café da manhã da viagem.

Lago Titicaca

Região da Estrada da Morte, proximidades de Coroico

 


12/03 – Acordamos cedo e pegamos a estrada, muita chuva, tempo fechado, voltamos pela estrada nova e até o momento que chegamos novamente no entroncamento com a estrada velha, tudo nublado, não dava pra ver nada. Resolvemos seguir adiante em direção à La Paz, uma vez que seriam algumas horas a mais rodando e provavelmente não veríamos nada. Chegando à La Paz pegamos a estrada que dá acesso à região do Chacaltaya, andamos umas duas horas, a mesma coisa, tempo fechado, chuva, pequenos flocos de neve. Rodamos até o refúgio Pampalarama pra nos informar melhor, mais uma frustração, o cara que cuida do lugar falou que não adiantaria seguirmos até o Chacaltaya porque não veríamos nada e levaríamos umas duas horas pra chegar lá. Resolvemos então retornar e rodar até próximo ao Sajama. Acabamos dormindo em Oruro.

Procurando um caminho para o Chacaltaya

Estradinhas pelos Andes

 


13/03 – Logo cedo fomos em direção ao Sajama, chegamos no parque antes do meio-dia, rodamos no parque umas 3 horas, novamente o tempo começou a fechar e esfriar bastante, pegamos a estrada e fomos em direção ao Chile, fizemos a aduana e no fim do dia chegamos em Putre. Não conseguimos fazer câmbio em lugar nenhum, nem na aduana e nem na cidade, banco já estava fechado e o único lugar que tinha câmbio tinha fechado. Conseguimos pelo menos um hotel que aceitasse dólares.

Parque Sajama

Parque Sajama



14/03 – Decidimos arriscar, sem abastecer mas com o tanque pela metade e mais 60 litros nos galões, fomos em direção ao roteiro que cruza os parques Lauca, Las Vicuñas, Surire e Isluga. Muito show a região, diversas formações diferentes, vegetação que mudada a cada instante, salares, sempre rodeado de vulcões e nevados. Recomendo à todos que façam o roteiro, são umas 4 a 5 horas rodando por lugares belíssimos. Chegamos a Colchane no começo da tarde e rodamos até o Pacífico, chegando em Iquique no fim do dia.

Parque Lauca

Salar de Surire

Parque Vulcão Isluga



15/03 – Passamos o dia em Iquique, foi nesse dia que resolvemos pegar a estrada para voltar, tivemos uns problemas pessoais na família no Brasil e isso com certeza era mais importante no momento, ficamos o dia todo no telefone para ter notícias de casa. Aproveitei também pra deixar a viatura em ordem.

Iquique

 


16/03 – De Iquique-CH a Jujuy-AR, rodamos o dia todo e parte da noite para adiantar um pouco da viagem, atravessamos a região do Atacama numa correria só, chegamos nas Grandes Salinas à noite já, descemos a Cuesta de Lipán e logo estávamos em Purmamarca e posteriormente em Jujuy, chegando por volta das 22:00h.

Só o Pacífico à nossa frente

Vulcão Licancabur que faz a divisa do Chile com Bolívia

 


17/03 – De Jujuy rodamos o dia todo e fomos pousar em Posadas, queríamos chegar em Foz mas não deu, estava muito tarde e eu estava quebrado, achamos um hotel e cama.

Pôr do sol próximo a Posadas-AR

 


18/03 – De Posadas a Foz, chegamos em Foz antes do meio-dia, pegamos um hotel, deixamos a viatura e pegamos um táxi até o Paraguay, compras feitas logo voltamos ao hotel e fomos rodar um pouco à pé pela cidade e depois uma janta e cama.

19/03 – De Foz a Coxim-MS, chegamos tarde da noite, hotel e cama.

20/03 – De Coxim a Cuiabá, estrada muito movimentada, é incrível, de tudo que rodamos, sempre o trajeto de Rondonópolis a Cuiabá é o pior, estrada péssima e trânsito intenso, chegamos em Cuiabá por volta das 14:00h.

21/03 – De Cuiabá a Mutum, chegamos por volta do meio-dia, é, agora acabou. FIM.

 

Alguns dados sobre a viagem:

Quilometragem total: 10.055km
Litros de diesel: 1.228,80 – Média de 8,18km/lt

Abraços

 




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