Expedição norte-nordeste do Brasil - Norte, Nordeste,

Expedição Norte – Nordeste

Julho de 2008

 

Marco- Tércia e Savana 2008

Saída, dia 6 de Julho, chegada dia 3 de Agosto de 2008.9.000 km percorridos.

Troca de óleo da Savana em Belém. Engraxou em Tianguá, CE, depois de lavar.

O objetivo dessa Expedição era conhecer Belem, o litoral oceanico do Pará, as re-entrancias maranhenses, rever os lençóis maranhenses e chegar a Jericoacoara. De lá voltamos pelo Piaui, Bahia, Goias, MG e SP.

 

Expedição Norte – Nordeste

Julho de 2008

 

Marco- Tércia e Savana 2008

 

Saída, dia 6 de Julho, chegada dia 3 de Agosto de 2008.

9.000 km percorridos.

Troca de óleo da Savana em Belém. Engraxou em Tianguá, CE, depois de lavar.

 

Nessa Expedição fomos primeiro a Belo Horizonte e Brasília. Depois tomamos o rumo norte passando por Alto Paraíso de Goiás e seguindo para Porto Nacional.  Percorremos o caminho ao longo do Rio Tocantins, desde Porto Nacional a Imperatriz. Depois seguimos para Belém, onde passamos alguns dias conhecendo a cidade, o rio e as praias de água doce. O plano original incluía uma visita a Ilha de Marajó, porém desistimos porque na época de férias é muito difícil comprar passagem e ter garantia de lugar nas balsas. Seguimos para as praias de água salgada do Pará e ficamos um dia na praia em Crispin, PA. A noite curtimos a lua cheia nascendo no meio do mar. Nessa região a maré sobe cerca de 4 m, de modo que a praia se estende até o infinito na maré baixa e na maré alta ela enche até as palafitas na areia. De lá fomos a uma praia chamada Ajuruateua, perto de Bragança, PA. Esse lugar já é um pouco mais explorado turisticamente e tem várias pousadas de diferentes qualidades. Havia muita gente, mas a grande extensão da praia permitia que nos afastássemos do movimento para curtir a paz de uma praia isolada. De Ajuruteua voltamos a Bragança e tomamos um caminho de terra de Bragança para a BR, para chegar em Pinheiro, MA. Ficamos ali uma noite e seguimos para as praias nas Reentrâncias do Maranhão. Passamos por Guimarães, onde nos informaram das praias em Cedral. Fomos para Cedral e nos informamos sobre uma praia menos freqüentada e com acesso em terra, praia do Barreirão. Acampamos na praia do Barreirão em uma sombra ao lado de um rancho. Essa praia ainda é um lugar pouco explorado e muito lindo. Conhecemos a Vanja, que nos liberou uma geladeira cheia de cerveja e nos levou para um passeio de barco no dia seguinte. Depois do passeio desmontamos a barraca, visitamos Porto Rico do Maranhão, e voltamos para Pinheiro para pernoitar no hotel. No dia seguinte seguimos para Cujupe, MA, para pegar a balsa para São Luis e seguir para os Lençóis Maranhenses. Na localidade de Sangue entramos para Santo Amaro do Maranhão em uma trilha que só era freqüentada pelas Toyotas Bandeirante do local. Um caminho de areia com muitos alagados mais ou menos fundos onde o snorkel e o diferencial auto-blocante se revelaram muito importantes. Para chegar a Santo Amaro é preciso cruzar um rio de uns 50 cm de profundidade e quase 300 m de largura. Como não há correnteza dá para passar tranqüilo (vejam as fotos). De Santo Amaro é possível chegar a pé em lagoas de água doce muito bonitas, como a Lagoa da Gaivota (5 km a pé). Pernoitamos duas noites na Pousada Cajueiro. Saímos de Santo Amaro pelo mesmo caminho (não há outro) e no final da trilha ainda aproveitamos para tomar um banho de rio para nos refrescarmos. O percurso de 35 km é feito em 4 horas em 4x4 e reduzida. Depois que chegamos ao asfalto seguimos para Barreirinhas para fazer umas compras de artesanato. Ficamos na Pousada Boa Vista de um italiano que já conhecíamos. Fizemos nossas compras e tomamos um belo banho de rio no final da tarde. Curtimos o por do Sol e uma cervejinha no Rio Preguiça. De Barreirinha seguimos para Paulino Neves pelas trilhas de areia usadas pelas Toyotas para transportar passageiros e carga. Passamos por uma laguna muito convidativa. De Paulino Neves para Tutóia é uma estrada de terra mais ou menos boa, mas com pontes. De Tutóia para Parnaíba, no Piauí, seguimos pelo asfalto.

De Parnaíba se pode chegar em Luis Correa, no litoral. Ali também há praias belíssimas de areia branca e muito fina. Há muitas dunas. Visitamos várias praias, até achar uma mais deserta onde pudemos acampar. Ficamos mais ou menos perto de uma casa que tinha um poço de água doce. Como no local não há eletricidade, pudemos curtir as estrelas da noite de lua em quarto minguante. No dia seguinte curtimos um pouco a praia e depois levantamos o acampamento. Seguimos pelo asfalto até o Ceará, com destino a Camocim. Em Camocim cruzamos a foz do rio em balsa para seguir pela praia para Jericoacoara (Jeri). Tivemos o azar de pegar um guia muito malandro que acabou nos enrolando e nos transferindo para outro guia que entendia menos de areia do que nós. Percorremos os 48 km de praia curtindo muito o visual. Não houve problemas, apesar de termos feito o percurso no horário da maré cheia (a maré de quarto minguante é mais rasa). Em Jeri ficamos acampados em um albergue, usando a barraca de teto. Fizemos várias caminhadas nos dois dias que estivemos em Jeri. Fomos duas vezes até a famosa Pedra Furada, uma durante o dia e outra no por do Sol. No mês de Julho o Sol se põe na direção do furo da pedra produzindo um espetáculo muito bonito. Também curtimos o por do Sol encima da duna que fica perto da praia. Jeri é um lugar muito agradável e bonito.

De Jeri começamos a voltar. Seguimos pela praia e um caminho de terra para Mangue Seco e depois seguimos por umas trilhas até pegar o asfalto que seguia para Tianguá. Chegamos cedo para poder mandar lavar a Savana para tirar o sal e a areia. Nos hospedamos em um hotel bem ruinzinho, mas o melhor da cidade. De Tianguá no Ceará seguimos para o Piauí no dia seguinte, passamos por Terezina e chegando até Canto do Buriti no extremo sul do Piauí. Ali também ficamos em um hotel razoável. No outro dia seguimos rumo sul, entramos na Bahia, passamos por Barreiras e fomos dormir em Luis Eduardo. Ali encontramos um ótimo hotel e um bom restaurante para comer. A estrada só estava ruim entre Canto do Buriti e uma cidade 100 km mais ao sul, o resto estava ótimo. De Luis Eduardo passamos por Formosa em Goiás, contornamos Brasília por fora saindo em Cristalina, GO, e seguimos até Catalão. Essa cidade também nos decepcionou pela pequena oferta de hotéis e de restaurantes. De Catalão até Campinas foi bem rápido e chegamos a casa por volta das 4 da tarde do domingo.

 







Imagens - Expedição norte-nordeste do Brasil _ Marco Aurelio De Paoli

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