Noroeste Argentino - Atacama - Peru - 2011 - Argentina, Chile, Peru,

Relato de viagem realizada entre Janeiro e Fevereiro de 2011 tendo como pontos principais os seguintes destinos:

- Noroeste Argentino

- Atacama

- Sul do Peru e Estrada do Pacífico

 

 

 

A galeria completa está no rodapé do relato.

05/01 - Nova Mutum a Cuiabá (MT)

Saímos no meio da tarde de casa, nosso destino: capital.

Adotamos isso à algum tempo, de não sair cedo da nossa cidade, e sim ir pela tarde anterior à algum outro lugar, comer bem e dormir em hotel, dar uma relaxada da correria que é os dias que antecedem uma longa viagem, assim tudo começa com outro astral. Recomendo.

Nas proximidades de Nobres já paramos pra esquentar a água e fazer um mate, o primeiro de muitos que viriam nessa jornada.

 

Primeiro mate da viagem

 

 

06/01 - Cuiabá (MT) a Dourados (MS)

Dia todo de deslocamento, logo pela manhã enfrentando o trecho mais complicado de sempre (Cuiabá-Rondonópolis) e lógico que uma vez mais ficamos parados umas 2 horas em função de acidente na pista, é sagrado.

Fizemos somente um lanche na entrada de uma fazenda e depois pé na tábua, chegamos em Dourados já pela noite, o dia de muita chuva derrubou nosso rendimento.

Acidente na pista e a longa fila que se formou

 

 

07/01 - Dourados (MS) a Eldorado (AR)

Saímos cedo de Dourados, tinha uma troca de óleo marcada na Toyota de Toledo (PR), chegamos no começo da tarde. Uma hora depois já estávamos na estrada novamente.

Algumas horas depois chegamos em Foz, fizemos aduana, câmbio e depois entramos em Puerto Iguazu para fazer a Carta Verde, mais meia hora e já estávamos cortando Misiones e acabamos dormindo em Eldorado, numas cabanas.

Na parada para um lanche, olha quem veio nos visitar

 

 

08/01 - Eldorado (AR) a Presidência Roque Saens Peña (AR)

Bem forrados com a janta de ontem, agora era acostumar com os rápidos e monotemáticos cafés da manhã da Argentina. Nosso destino nessa primeira etapa da viagem era só deslocamento até Salta. Ainda estávamos longe, pegamos a estrada sem saber onde iríamos parar, só sabíamos que seriam duas pernas até lá.

Novamente dia de muita chuva na estrada, logo no começo fui parado por policiais por ter ultrapassado numa faixa contínua. Ao contrário do que normalmente se lê, somente fizeram uma advertência escrita e me mandaram seguir viagem.

Pouco depois encontramos duas motos do Bodes no Asfalto, nos cumprimentamos na estrada mesmo e seguimos.

Ao fim do dia chegamos em Saens Peña, era dormir ali ou tentar encontrar um lugar nos próximos vilarejos, acabamos ficando.

Pra nossa surpresa, logo após encontrar um Hotel chegaram os Bodes pra ficar no mesmo lugar, e além deles ainda tinha mais um senhor do BR hospedado, festa brazuca claro.

À noite um rolê pela cidade, uma boa janta e umas Quilmes claro.

Em Saens Peña

 

 

09/01 - Saens Peña a Salta (AR)

Pela manhã a despedida dos nossos novos amigos, que reencontraríamos várias vezes ao longo do dia.

Saímos debaixo de uma leve chuva, que depois se multiplicou e virou uma tormenta, putz, fiquei imaginando a galera na moto e as dificuldades pra cortar aquela estrada que já é meio abandonada e que agora estava com uma constante lâmina de água.

Chegamos no meio da tarde em Salta, paramos no mirante na entrada para um café e admirar o visual.

Não ficamos muito tempo, a chuva já estava deixando sua pequena trégua para trás, agora era achar um lugar pra ficar nos próximos 3-4 dias.

Abortamos o camping porque além das chuvas que passamos, a previsão era de continuar com o tempo fechado assim.

Chegamos ao Yatasto (hostal indicado por vários Viajantes) e infelizmente estava lotado, mas já deixamos reservado para as noites seguintes, acabamos ficando em outro hostal próximo dali.

Pela noite nossa primeira rodada pela praça e nossa primeira Parillada. No restaurante encontramos a turma do Pavani – Garagem4x4, estavam voltando do Atacama em um comboio de umas 10 viaturas entre Troller, Defender, Stark e Pajero. Lógico que rolou aquela festa toda, galera muito animada, e também várias conversas sobre as viagens e também nos relataram problemas com tentativa de assalto na Bolívia, foi apartir daí que fomos reavaliando nossa viagem e posteriormente acabamos abortando o trajeto para lá.

Também acabamos combinando um passeio para o dia seguinte, nos convidaram para acompanhar a subida da Cuesta Del Bispo e atravessar o Parque Cardones.

De lá fomos rumo ao nosso “cafofo” para dormir, noite complicada, caímos num hostal de galera adolescente, foi uma bagunça a noite toda, mas faz parte do show.

 

 

 

 

10/01 - Salta – Molinos – Cafayate – Salta

Logo cedo fomos dar uma organizada na viatura, deixar algumas coisas já no Yatasto e depois encontrar o grupo para o giro do dia. Acabamos saindo tarde de Salta, andar em comboio tem dessas coisas, tudo demora um pouco mais, mas faz parte.

Andamos por umas duas horas subindo a Cuesta del Bispo e de uma altura pra frente o tempo novamente fechado, uma neblina densa que só nos deixou quando chegamos nas proximidades da Recta de Tintin, nem o Vale Encantado pudemos ver, mas ficou a promessa para alguns dias depois fazermos novamente o trecho, no sentido inverso.

Dali pra frente o tempo abriu totalmente e pudemos desfrutar nosso primeiro contato com os Vales Calchaquies, atravessamos o Parque Los Cardones por uma estradinha que sai em Molinos e lá pelas 04:00h da tarde chegamos na bodega Colomé (onde deveríamos estar para o almoço, rsrsrs). Fizemos um pequeno tour pela vinícola e depois deixamos o grupo que lá ficou almoçando.

Voltamos a Molinos e agora o roteiro era pela 40 até Cafayate e depois voltar a Salta pelo asfalto, já que o dia estava indo embora.

Chegamos em Salta um pouco após as 11 da noite, comemos somente uma pizza meio na pressa mesmo e cama.

Quero deixar aqui um grande abraço aos irmãos Pavani, gente boa demais, também ao Renato, cinegrafista que acompanhava a turma e com o qual batemos um longo e proveitoso papo, e claro, também ao restante da turma, que no meio tinha até o “Gatão do Atacama”, rsrsrsrs.

Galera reunida

Quebrada Las Flechas, a caminho de Cafayate

 

 

11/01 - Salta

Passamos o dia batendo perna em Salta, hoje era o dia de coçar e se preparar para começar a aventura.

Pela manhã fomos rodar pela praça, conhecer as igrejas, visitamos o Museu de Alta Montanha (recomendo, fantástico), conhecemos também o Museu de História Natural e claro, fomos ao teleférico para subir o Monte San Bernardo.

Bom, nesse dia tivemos nosso primeiro e único contratempo da viagem, deixamos o carro estacionado numa rua próxima ao centro, ao voltarmos lá estavam dois policiais de vigia, quebraram o vidro do carona e levaram um aparelho de GPS e também uma máquina fotográfica. Por sorte pessoas próximas viram a ação e gritaram, senão o prejuízo certamente seria maior.

Deu uma esfriada legal no astral nesse dia, agora era correr atrás de resolver pra poder seguir viagem.

No mesmo dia, no fim da tarde, fui à caça do vidro, não achei em lugar algum, agora era esperar o dia virar para achar uma alternativa.

Vista de Salta do Cerro San Bernardo

 

 

12/01 - Salta

Logo cedo fui atrás de achar uma maneira de fechar a janela quebrada, acabamos fazendo um vidro “genérico”, de acrílico, sob medida, para pelo menos fechar o lugar e podermos continuar.

O restante do dia, bom, coçando, comendo, bebendo, de tudo um pouco, agora era desfrutar um pouco mais essa cidade maravilhosa, apesar do ocorrido nossa estadia por aqui foi muito agradável, mal sabíamos que dias depois ficaríamos mais 5 dias por aqui, rsrsrsrs.

 

 

 

 

13/01 - Salta a Cachi

Agora era partir em direção às alturas. O Hector, dono do Hostal Yatasto nos acompanhou por um bom trecho no começo do dia, como tinha que levar seus parentes à San Antonio de Los Cobres, fizemos juntos o trajeto até a Abra Blanca, próximo ao cruzamento da 51 com a Ruta 40, onde nos despedimos e cada um seguiu para seu destino. Antes fizemos uma pequena parada em Campo Quijano e depois em Santa Rosa de Tastil para ver uns artesanatos e comprar umas folhinhas de coca, pois nesse dia alcançaríamos a maior altitude de toda viagem.

Duas horas depois lá estavamos, Abra Acay e seus 4.900mts de altitude, a subida foi espetacular, visual incrível, tempo limpo, pouco frio, foi tudo na medida.

Minha patroa e o Kelvin sentiram bastante os efeitos da altura, em compensação eu e meu mais novo curtimos bastante o lugar, somente alguma dificuldade para respirar, perfeitamente normal.

Agora era começar a descer, a estrada é belíssima e pouco transitada, algumas travessias na água, conjunto perfeito pra curtir. Cerca de 3 horas depois estávamos chegando em La Poma, onde fizemos uma pequena parada para umas “papas fritas e cerveza”, lanchinho obrigatório nessas bandas. Conhecemos um pouco do pequeno vilarejo e pegamos novamente a 40, com destino à Payogasta e finalmente Cachi, onde chegamos no fim do dia, agora sempre acompanhados pelo Rio Calchaqui.

Cachi também é pequena, mas muito aconchegante, fomos para uma hospedagem pois os campings estavam completamente lotados, e depois era achar um lugar pra curtir um vinho local.

Estradinhas subindo em direção à Abra Acay

Próximo a La Poma

 

 

14/01 - Cachi a Cafayate

Logo cedo fomos conhecer Cachi Adentro e seus vales com plantações de pimentas. O lugar é muito bonito, no meio dessa vegetação desértica se estende um belíssimo vale fértil cortado pelo Rio Cachi, é impressionante a vida que brota ao redor. Infelizmente não pegamos a época melhor de visita, pois após a colheita da pimenta, esta é colocada para secar nas encostas das montanhas, formando um visual diferente, todo em vermelho.

De lá voltamos a Payogasta para agora fazer o caminho inverso do que fizemos dias atrás, primeiro algumas paradas no Parque Los Cardones e Recta de Tintin para as clássicas fotos com os cactos, que tem demais por aqui, depois fomos em direção à Piedra del Molino, Vale Encantado e Cuesta del Bispo, hoje felizmente com o dia mais aberto, o visual estava fantástico.

Algum tempo depois chegamos em El Carril, agora novamente no asfalto, pegamos em direção sul na Ruta 68, com destino à Cafayate. Pouco depois fizemos um pequeno desvio para conhecer o Dique Cabra Coral e uns doidos saltando de bunge-jumping, ao voltarmos para a 68 fomos surpreendidos por uma chuva de granizo, paramos debaixo de uma árvore para minimizar as batidas das pedras, mas foi coisa rápida, 5 minutos depois estávamos na estrada novamente, agora debaixo de uma bela chuva, que também não durou muito.

Após isso ainda fomos conhecer o Anfiteatro e também outras formações rochosas ao longo da rodovia e cerca de 5h da tarde já estávamos em Cafayate, onde outra vez não achamos camping onde pudesse deixar a viatura ao lado da barraca, acabamos ficando em uma hospedagem após passar mais de uma hora procurando lugar, a cidade estava completamente lotada. Apesar de se tratar de um lugar no meio da cordilheira, você se sente numa beira de mar, aquela correria toda pra tudo, mas independente disso, o lugar é muito bacana e o astral 10.

Pela noite fomos conhecer um restaurante indicado por um dos Viajantes, o Macacha, foi uma janta sensacional, muita carne e vinhos, fomos dormir redondos, hoje podíamos abusar um pouco, pois amanhã o dia seria todo aqui em volta, com roteiros mais lights.

Cachi Adentro

Parque Los Cardones

 

 

15/01 - Cafayate e suas vinícolas

Passamos o dia todo recorrendo vinícolas e vales ao redor da cidade, fizemos nosso estoque de Torrontés (uva tradicional da região, produz um vinho espetacular, muitas flores e frutas no seu aroma), conhecemos as Bodegas Vasija Secreta, El Esteco, Domingo Molina, J.L. Mounier (Finca Las Nubes), Nanni e San Pedro de Yacochuya.

No fim da tarde fomos para a praça com as crianças e depois comprar alguma carne, na hospedagem que estávamos tinha um lugar nos fundos com uma churrasqueira, nem é preciso dizer que nos deliciamos com um belo assado, regado à um bom vinho, eita vida mais ou menos.

Conhecendo os vinhedos

 

 

16/01 - Cafayate a El Peñon

Hoje o dia foi somente de deslocamento, saímos logo no início do dia em direção ao nosso destino, El Peñon, distante cerca de 60km de Antofagasta de La Sierra.

Por volta de meio-dia já estávamos passando por Villa Vil e suas termas e, em aproximadamente uma hora depois chegamos à Barranca Larga, já aos pés da Quebrada de Randolfo, com o objetivo de encontrar a conhecida Pirucha e seu restaurante/hospedagem, parada obrigatória para qualquer viajante que cruze a região. Por lá fizemos um rápido lanche, algumas fotos e seguimos viagem, antes ainda encontramos um grupo que estava fazendo o caminho inverso e acabamos trocando algumas informações.

Após subir a Quebrada, demos uma passada rápida pela região do Barreal de la Laguna Blanca, logo após cruzamos a região de Pasto Ventura e seus 4.000mts e pouco depois das 4h da tarde chegamos em El Peñon, onde nos instalamos na Hosteria Municipal, lugar muito bem organizado por sinal.

Algum tempo depois chegou um pessoal de uma agência de aventuras em 4x4 que estavam conhecendo o Campo de Pedra Pomes, um dos nossos objetivos para o dia seguinte, conversamos um pouco e depois seguiram em direção à Antofagasta.

Ao cair da noite chegou um casal que fez durante o dia justamente o caminho que pretendíamos fazer, a trilha que liga El Peñon a Fiambalá cortando os arenais e passando por Las Papas.

Jorge Cilla e Maria Tereza, dois chilenos apaixonados pelo altiplano, conversamos por um bom tempo, trocamos arquivos de nossos GPS e muitas informações, não podia ter sido melhor, iríamos enfrentar a jornada mais seguros.

Agora era descansar e se preparar para a jornada do outro dia.

Pasto Ventura, a caminho de El Peñon

Campo de Pedra Pomes ao longe, lugar que conheceríamos no dia seguinte

 

 

17/01 - El Peñon a Tinogasta

Saímos bem cedo, o dia prometia e o caminho não seria fácil, e o fato de andarmos sozinhos pede sempre mais precaução em tudo.

Logo nas proximidades da entrada para a região do Vulcão Carachi Pampa e das Pedras Pomes encontramos uma família e sua Hilux atolada na areia, fizeram uma tentativa por um caminho alternativo e lá ficaram, cerca de 15 minutos depois já tínhamos tirado a picape do enrosco e seguíamos nosso rumo.

A primeira parada fizemos aos pés do vulcão, depois mais uma para caminhar um pouco no salar de mesmo nome e então rumamos para o Campo de Pedra Pomes, que desde ontem viemos avistando ao longe, e agora cada vez mais próximo.

Eram cerca de 10:00h da manhã e lá estávamos, impressionante, incrível como tudo aquilo desceu pelas encostas, e o contraste com a areia vulcânica, aquele campo branco no meio daquela imensidão escura, incrível.

Passamos mais ou menos uma hora explorando um pouco daquilo tudo e depois seguimos adiante, sempre com o campo nos acompanhando do lado esquerdo.

Bom, sabe aquela história da “volta dos que não foram”? Pois é, nas proximidades do Cerro Blanco e seus arenais, encalhamos.  Saímos, encalhamos novamente, e acabou que não conseguimos subir uma das dunas que dava acesso à estradinha que vai para Las Papas e posteriormente Fiambalá.

Conversamos entre nós e abortamos a travessia, primeiro porque após a dita cuja havia outra para subirmos, segundo porque estávamos sozinhos, corríamos o risco de ficarmos ilhados lá no meio, a mais de 4.000mts de altitude, a precaução falou mais alto e começamos a voltar, agora era recuperar o tempo e tentar chegar ao que seria o destino do dia.

Algumas horas depois já estávamos cruzando tudo de novo, Pasto Ventura, Randolfo, Barranca Larga, etc, etc, etc. Chegando na Ruta 40, rumamos sul em direção à Belén, depois Londres e um pouco mais abaixo pegamos oeste na Ruta 60, que seguimos até chegar em Tinogasta, onde fizemos nosso pouso depois de toda essa correria e surpresas do dia de hoje, agora era procurar uma boa cama para um merecido sono.

Vulcão Carachi Pampa

Campo de Pedra Pomes

 

 

18/01 - Tinogasta a Vinchina

O roteiro de hoje foi só deslocamento leve, descemos até Vinchina porque queríamos muito conhecer a região da Laguna Brava, e nada melhor do que essa cidade para fazer a base e pegar informações. Paramos na Hosteria Corona Del Inca, onde conseguimos muitas informações e dicas para a jornada de amanhã, que contempla uma região extremamente hostil, desértica, difícil, sempre em torno de 4.300mts de altitude.

Antes de lá passamos por Famatina, Chilecito, Cuesta de Miranda, Villa Union e Villa Casteli.

Cuesta de Miranda

 

 

19/01 - Vinchina a Villa Union

Laguna Brava, suas altitudes, seus micro climas, sua flora e fauna, suas cores e seus encantos. Hoje era dia de explorar seus arredores. Comecei a pesquisar sobre a região já em 2008, logo fiquei fascinado com as histórias, acontecimentos e características daquele lugar. A laguna e suas bordas de sal estão situados à uma altitude de aproximadamente 4.300mts e, para conhecê-la, saímos logo no raiar do dia de Vinchina e seus 1.500mts, em apenas duas horas e 100km já tínhamos subido os quase 3.000mts que nos separavam de lá.

O caminho é belo e desértico, uma parte em asfalto e outra em rípio, cruza-se por algumas formações interessantes, alguns refúgios antigamente usados por vaqueiros que por essa via levavam gado até o Chile, mas chegando lá, caramba, tudo fica pequeno e insignificante diante do explendor do lugar.

A laguna é enorme, levamos praticamente um dia todo para conhecer todo o seu contorno, fizemos uma volta completa usando alguns mapas de outros viajantes, isso nos ajudou bastante porque por muitas vezes simplesmente não existia caminho algum, somente nos baseávamos nas rotas de GPS para cruzar um campo de pedras que parecia não ter fim.

No extremo norte, nas proximidades do refúgio também de nome Laguna Brava, encontram-se vários pequenos gêiseres, formando um visual muito bacana.

Muitos anos atrás houve um pouso de emergência nessa laguna, os restos do avião estão lá até hoje, pelo lado oeste chega-se bem próximo aos destroços.

Voltamos pelo lado sul dela, passando nas proximidades da Laguna Verde, eram quase 04:00h da tarde quando fechamos o ciclo e pegamos a estrada para Vinchina novamente.

Chegando lá ainda aproveitamos o dia claro e seguimos até Villa Union, onde pousamos. Agora era descansar para o dia seguinte voltar rumo norte e tentar chegar em Antofagasta, antes ainda fomos conhecer um restaurante muito bacana, diferente, de chão batido, onde comemos um saboroso chivito assado. O lugar se chama Las Palmeiras e fica próximo ao cruzamento da Ruta 76 com a 40, vale a pena a visita.

Laguna Brava

Fazendo a volta na Laguna Brava

 

 

20/01 - Villa Union a Antofagasta de La Sierra

Novamente o dia todo na estrada, só deslocamento, pela terceira vez na viagem passamos por VillaVil, Barranca Larga, etc, etc, etc, e, uma hora e meia depois de El Peñon lá estávamos, Antofagasta de La Sierra, ponto de partida pra conhecer diversos atrativos da Puna.

Um pouco antes de chegar lá cruza-se pelos Vulcões Antofagasta e Alumbrera, um ao lado do outro, o visual é muito bacana. Nos hospedamos na Hosteria Municipal e ainda fomos bater perna pra conhecer o vilarejo.

Chegando em Antofagasta de La Sierra

 

 

21/01 - Antofagasta

Passamos o dia todo nos arredores da cidade, fomos conhecer os Vulcões, algumas vegas, petroglifos, geoglifos, etc.

Igreja de Antofagasta

 

 

22/01 - Antofagasta de La Sierra a Antofalla

Saímos cedo da cidade, rumo norte pela 43 até as proximidades da Vega Los Nacimientos, lá pegamos uma estradinha que nos ligaria ao Salar de Antofalla. O caminho é um pouco demorado e abandonado mas muito bacana, chegando próximo ao salar baixa-se até ele por uma estradinha no meio de pedras vulcânicas, o cuidado aqui era pra não rasgar nenhum pneu. O visual de lá é fantástico, embaixo o salar, na sua outra borda a vega e localidade de Antofalla, as cores, o contraste, tudo impressionava.

Atravessamos o salar e chagamos no vilarejo, falamos com Dona Julia que iria nos dar pouso e algo pra comer e de lá fomos conhecer as proximidades.

Primeiro passamos pelos Ojos Del Campo, um conjunto de pequenas lagunas de várias cores distintas, inclusive o famoso “Depósito de Fanta”, laguna de uma cor laranja forte que lembra bastante o refrigerante de laranja.

Depois, mais ao sul fomos visitar a Vega La Botijuela e seu único morador, Simón. Lá encontra-se uma pequena piscina de água termal e também um gêiser inativo. O visual do salar visto do local é belíssimo, vale a visita.

Após isso ainda queríamos conhecer a Vega Las Quinuas, mas como o dia já estava chegando ao fim decidimos abortar e voltar a Antofalla.

Salar de Antofalla e o vilarejo na outra margem

Vega Botijuela, sua pequena piscina termal e o Antofalla ao fundo

 

 

23/01 - Antofalla a Tolar Grande

Logo que o dia clareou já estávamos deixando Antofalla, pegamos uma estrada em zigue-zague que sobe a encosta e depois seguimos em direção ao Salar de Arizaro, sempre acima dos 4.000mts e cortando belíssimos campos, no meio do caminho também entramos novamente na Província de Salta.

Duas horas depois já estávamos na borda do salar, onde ficamos um bom tempo admirando o Cono de Arita, uma montanha em forma de pirâmide no meio do salar. De lá seguimos para a Mina Arita e atrás dela pegamos uma estradinha que nos ligaria à mina abandonada La Casualidad. No começo a estrada é muito boa, bastante usada pelas empresas de mineração, mas depois vai ficando abandonada e cada vez mais difícil, com muitas pedras, mas também com visuais muito interessantes.

Depois de um tempo encontramos a Ruta 27, no meio do nada, uma antiga estrada asfaltada que liga Casualidad à também abandonada Estação Caipe, pegamos à esquerda e chegamos na mina por volta de meio-dia, rodamos um pouco por lá e acabamos fazendo um almoço dentro da antiga capela, foi interessante.

Após o macarrão À La Casualidad (atum e molho enlatado, rsrsrs), pegamos novamente o asfalto, ora bom ora quase inexistente, algum tempo depois chegamos novamente à borda do salar e, um pouco mais adiante na Estação Caipe, onde chegamos debaixo de chuva, que logo passou e pudemos curtir o local e suas construções e vagões abandonados, além da belíssima vista do salar que fica à uns 500 metros abaixo.

Dali pra frente pegamos um visual que pouco se vê por aqui, cruzamos boa parte do salar com pequenas pancadas de chuva, o tempo para o lado norte estava todo fechado.

Eram cerca de 05:00h da tarde quando chegamos a Tolar Grande, um povoado que fica entre o Arizaro e os Cumbres Del Macon, lá ficamos no Refúgio Afapuna (Associação Franco-Argentina de Amigos da Puna), ponto de parada dos viajantes que cruzam a região, muito bacana a interação de todos, gente do mundo inteiro rodando numa minúscula cidade.

A caminho do Arizaro

Salar de Arizaro e o Cono de Arita

 

 

24/01 - Tolar Grande a Salta

De Tolar, nossa programação original era irmos em direção à Susques, mas como o vidro quebra-galho de acrílico que fizemos estava incomodando bastante, resolvemos voltar à Salta.

Pelo caminho passamos pelo Deserto e Salar Del Diablo, pelo Salar e vilarejo de Pocitos, onde pegamos à direita em direção à Santa Rosa de Pastos Grandes, caminho alternativo (e muito bonito) para chegar em San Antonio de Los Cobres, onde chegamos logo após o meio-dia e fizemos um lanche. Antes ainda fomos conhecer o La Polvorilla, viaduto férreo mais alto do mundo e que faz parte do caminho do Trem de Las Nubes.

No meio da tarde chegamos à Salta, onde agora ficaríamos até o dia 28 à espera do bendito vidro.

Deserto Del Diablo

Viaduto La Polvorilla

 

 

25 a 28/01 - Salta

Bom, não é de todo ruim ficar esses dias todos nessa cidade belíssima, aproveitamos a semana toda pra conhecer melhor  a cidade, suas igrejas, suas praças, seus botecos, rsrsrs. É sempre muito bom no meio de uma viagem por lugares isolados dar uma trégua e relaxar numa cidade como essa, tá certo que não precisava tanto, mas fazer o que.

Na quinta-feira 27 o vidro chegou, na sexta então ficou programada a troca e também aproveitamos pra fazer a revisão da viatura. Agora que já conhecíamos até os cachorros na rua, era hora de seguir adiante, o Chile nos esperava.

Já que não podíamos seguir, o negócio era assar carne

 

 

29/01 - Salta-AR a San Pedro de Atacama-CH

Para ir ao Chile optamos por atravessar pelo Paso Jama, de Salta seguimos para San Salvador de Jujuy pela Ruta 9, que passa por La Caldera, caminho muito bonito e também bastante sinuoso. De lá fomos para Purmamarca, depois subimos a Cuesta de Lipan (belíssima) e no começo da tarde já estávamos nas Salinas Grandes, onde fizemos algumas paradas para fotos e artesanatos em sal. Dali seguimos para Susques e no fim do dia chegamos em San Pedro. A temida aduana de entrada foi super tranqüila, não demoramos mais que 20 minutos para todos os trâmites. Agora era achar um lugar pra ficar nessa cidade que não tem padrão algum de ruas, rsrsrsrs, tudo diferente, descolado, fora de padrão, e também com um astral muito bacana.

Cuesta De Lipan

Salinas Grandes

 

 

30/01 - San Pedro de Atacama

Nesse dia nosso principal objetivo era conhecer as Lagunas Miniques e Miscanti, o caminho até lá é a maior parte em asfalto, pela ruta que segue para o Paso Sico, nas proximidades das lagunas é que se pega à esquerda numa estradinha, tudo muito bem sinalizado. Antes passamos pelos povoados de Toconao e Socaire.

As lagunas são um espetáculo à parte, chega-se pela borda da maior, Miscanti, as cores impressionam, e a quantidade de turistas também, e eu que achei que seria um lugar mais isolado, puro engano.

No fim da estradinha chega-se à Miniques, menor mas igualmente bela, lá tem um grande estacionamento onde todos param pra contemplar o visual.

Objetivo cumprido, retornamos para San Pedro, fomos ainda conhecer as Lagunas Cejas que, de tanto sal que possuem, as pessoas não afundam tamanha é a densidade.

Depois disso fomos conhecer mais alguns atrativos ao redor da cidade, e pela tardezinha fomos dar um rolê pela praça e pela Calle Caracoles, onde tudo acontece em San Pedro.

Laguna Miscanti

Laguna Ceja

 

 

31/01 - San Pedro de Atacama a Iquique

Saímos ainda escuro, cerca de 05:00h da matina, fomos conhecer os Gêiseres Del Tatio.

O lugar é show, o conjunto que se forma com o contorno das montanhas, os primeiros raios de sol e os vapores que saem da terra, é impressionante, inesquecível, valem o esforço, meus piás também curtiram demais os vapores, a criançada se diverte demais aqui, apesar do frio todo que faz.

De lá, ao invés de retornar a San Pedro, seguimos por uma estradinha que passa por Caspana, depois Chiu-Chiu e logo em seguida Calama, dali agora era só continuar a descida e cortar o deserto até chegar ao Oceano Pacífico, na cidade de Tocopilla, e depois mais algumas horas numa estrada belíssima costeando o mar até chegar em Iquique, de onde sairíamos somente no dia 03.

Gêiseres Del Tatio

A estrada nos espera

 

 

01 e 02/02 - Iquique

O primeiro dia aqui passamos quase todo na Zona Franca (todo que eu digo é após o meio-dia, quando ele começou para nós, rsrsrs). A Zofri (Zona Franca de Iquique) é um mega-shopping de importados, mas não algo estilo paraguay, e sim tudo organizado em lojas oficiais das marcas, grandes lojas de departamento, pneus, eletrônicos, etc, até veículos tem.

O segundo dia (mesmo esquema do anterior) fomos à praia, lá parecia que estávamos no Brasil tamanha era a quantidade de gente. Achamos um cantinho, nos instalamos e passamos o dia curtindo o mar, a criançada adora isso.

O final do dia era sempre o mesmo, íamos à Península Cavancha curtir o por do sol acompanhados de um bom chimarrão, era muito bom estar num lugar assim antes de começar a volta pra casa.

Curtindo o pôr do sol em Iquique

 

 

03/02 - Iquique-CH a Arequipa-PE

Mais uma vez na estrada, agora começava nosso retorno. Como fazíamos questão de chegar à Iquique, de lá não fazia muita diferença de por onde voltaríamos, claro que optamos por fazer um caminho diferente, e lá fomos nós para o Peru.

O dia foi só de deslocamento, saímos cedo e mesmo assim chegamos em Arequipa noite adentro. Os trâmites aduaneiros em Arica-Tacna foram até rápidos, mas o caminho em si não rendeu, ficamos quase o dia todo na Panamericana, só a deixamos já próximos do nosso destino. Chegamos na cidade apreensivos, o lugar é famoso pelo seu trânsito caótico, mas foi bem tranqüilo e acabamos achando um hotel BBB bem próximo à praça central.

Deixando Iquique para trás

 

 

04/02 - Arequipa

Passamos o dia conhecendo o centro histórico da cidade, aqui tem muitas igrejas, conventos, monastérios, etc, etc, etc, turismo religioso aqui é um prato cheio. O lugar onde mais tempo ficamos foi em Santa Catalina, antigo monastério bem próximo da Plaza de Armas, o lugar abriga um complexo impressionante, uma micro-cidade esconde-se dentro dos seus muros, vale a visita. Hoje ainda está ativo, porém numa nova ala ao lado da velha que agora serve como museu.

Arequipa

 

 

05/02 - Arequipa a Chivay

O trajeto de hoje seria normalmente curto e fácil, de Arequipa a Chivay são cerca de 160km, facilmente feitos em 2,5h. Mas como diria o alemão, pra que fazer fácil se dá pra complicar? rsrsrs.

Como não conhecíamos todo o Vale do Colca e seus arredores, resolvemos pegar uma estradinha lá embaixo, na Panamericana, próximo a Pedregal. Toda de terra/rípio, essa estrada vai subindo e serpenteando os Andes, ela serve de ligação a vários pequenos vilarejos na região e, logo após Huambo, chega à borda do Vale do Rio Colca.

Huambo é uma vila incrustada num pequeno vale que mais adiante se encontra com o Colca, o visual desse vale e dessa ligação é um espetáculo.

Um pouco antes de Cabanaconde pegamos a estrada fechada por um deslizamento, quando chegamos já estavam retirando material do local à 2 dias, mas a chuva não dava trégua, esperamos por cerca de 1 hora e começaram a liberar a passagem, porém como era um sábado, o motorista da pá-carregadeira arrumou de qualquer jeito e abandonou o lugar. Somente nós e uma Hilux conseguimos passar, um pequeno caminhão tentou logo após e ficou atolado, causando um certo transtorno no lugar. O prefeito da cidade também acompanhava tudo e estava indignado com a situação, mas faz parte, bola pra frente e pé na estrada.

Fizemos uma rápida entrada na cidade pra deixar um cidadão que estava de carona com nós e logo depois já estávamos no Mirador Cruz del Condor, chegamos lá com o tempo todo fechado, não conseguimos ver nada do vale, muito menos dos condores, claro.

Continuamos subindo, passamos por Maca, Achoma, Yanque e, no final da tarde já estávamos em Chivay, onde achamos um cantinho pra dormir e um lugar pra fazer nosso almoço/lanche/janta, já que nossa última refeição tinha sido o café em Arequipa.

Vale do Rio Colca

Vilarejo de Huambo, viemos da estradinha ao fundo, que liga com a Ruta Panamericana

 

 

06/02 - Chivay a Cuzco

Saímos cedinho da cidade, apesar do trajeto de hoje não ser tão longo, cerca de 600km de asfalto, o caminho não ajuda, então era fazer o dia render.

Logo na subida em direção à Reserva Salina e Aguada Blanca pegamos neve fresca, a primeira da viagem, foi aquela festa com a criançada, estávamos ansiosos por isso, ficamos uma meia hora por lá.

De lá seguimos até encontrar a Ruta 34 que vem de Arequipa, rumamos em direção à Juliaca e por volta de 01:00h da tarde já estávamos cruzando essa cidade suja e bagunçada. Aqui o negócio é usar o anel viário pra poder sair o quanto antes.

Daqui pra frente não saímos mais do meio de moradias e gente, são pequenos povoados um seguido do outro, foi assim até Cuzco, e quanto mais próximos estávamos, mais movimentado, mais belo, mais fértil tudo parecia, que maravilha de trajeto que corta esses vales.

Chegamos em Cuzco já eram cerca de 06:00h da tarde, fomos procurar um hotel que um grande amigo nos indicou e pouco depois já estávamos bem instalados, por lá ficaríamos 3 noites.

No mesmo lugar estavam alojados cerca de 20 motor-homes de um grupo de alemães que estavam viajando rumo ao Alaska e estavam passando uns dias por lá.

A caminho de Cusco

 

 

07 e 08/02 - Cuzco e Vale Sagrado

Esses eram nosso últimos dias de descanso, de viagem, então a ordem era aproveitar ao máximo, se bem que vínhamos fazendo isso por um mês já, rsrsrs, mas o final é sempre mágico.

Como já conhecíamos de outra viagem, desta vez não fomos à Machu Picchu.

No primeiro dia ficamos somente na cidade, fomos levar a criançada pra conhecer algumas igrejas e curiosidades de Cuzco e também ao Mercado Artesanal, parada obrigatória pra quem vem aqui.

No segundo fomos rodar pelo Vale Sagrado. Primeiro paramos em Pisac para umas comprinhas, depois fomos cortando o vale até Urubamba, onde seguimos em direção à Maras e suas salineras, lugar que acabamos não conhecendo da outra vez. Vale a pena a visita, um pequeno curso de água sai do meio daquelas montanhas repleto de sal. Essa água passa por vários pequenos depósitos/piscinas em forma de escada, de onde nos meses de seca é extraído o sal que vai para consumo humano e também para artesanatos.

De lá fomos conhecer ainda a Laguna Huaypo, logo após passamos por Chinchero e pouco depois retornamos à Cuzco para uma última passeada pela Plaza de Armas e também curtir a maravilhosa culinária daqui.

Salineira de Maras e Vale Sagrado ao fundo

Belíssimas plantações

 

 

09/02 - Cuzco a Puerto Maldonado

Cedinho na estrada, o caminho de hoje era longo, nas proximidades de Urcos pegamos a Estrada do Pacífico (ou Interoceânica como chamam por aqui). Em 2009 tínhamos feito este mesmo trajeto porém no sentido inverso e também com outro diferencial, era tudo chão. Agora, em apenas 2 anos, asfaltaram toda a subida da cordilheira, uma estrada maravilhosa que liga nosso país ao Pacífico.

Aos 4.700mts, na Abra Pirhuayani, pegamos mais uma vez neve fresca, desta vez em maior quantidade, claro que mais uma vez ficamos um bocado de tempo brincando e curtindo, foi espetacular.

Dali pra frente era só descida, estávamos nessa altitude por volta de 02:00h da tarde, e às 07:00h já estávamos circulando por volta dos tão somente 300mts das proximidades de Puerto Maldonado, impressionante o quanto se desce em tão pouco tempo.

Essa descida dos Andes de hoje foi pra fechar com chave de ouro, os contrastes são gritantes, não só da altitude, mas do clima, da vegetação, dessa entrada na selva, dos povoados, é um prato cheio para quem gosta de curtir a estrada, por si só já vale uma viagem.

Em Puerto Maldonado tivemos bastante dificuldade pra achar pouso, a cidade estava bem cheia, mas por sorte achamos um cantinho e nos acomodamos.

Estrada do Pacífico

Muita neve na Abra Pirhuayani

 

 

10/02 - Puerto Maldonado-PE a Rio Branco-AC

Dia todo de deslocamento, logo cedo atravessamos o Rio Madre de Dios, que ainda é feito através de balsa, mas a ponte já está quase pronta, e de lá seguimos rumo norte. Cerca de 220 km depois chegamos em Iñapari, fizemos a aduana de saída do Peru e, alguns minutos antes do meio-dia entrávamos na terrinha amada, agora já nos sentíamos em casa. Paramos em Brasiléia para almoçar, achamos uma churrascaria para uma boa e merecida picanha, acompanhada claro de feijão e arroz, eita saudade disso.

Logo depois de Brasiléia fizemos uma pequena parada, não resistimos à uma plaquinha que dizia "pense num queijo bom", rsrsrs.

Ainda era relativamente cedo quando chegamos em Rio Branco, mas resolvemos parar por ali por dois motivos, um é que até Porto Velho a pernada é grande, teríamos que rodar à noite, outra é que ainda não conhecíamos a capital. Nem pensamos duas vezes e foi lá que ficamos. Valeu muito a visita, ficamos num hotel perto de uma praça e pela noite fomos comer o melhor peixe da viagem, foi espetacular, o lugar se chama Princesinha, além da excelente comida o atendimento é nota 10, saímos de lá redondos (mais ainda, rsrsrs).

E não é que era verdade, rsrsrs

 

 

11/02 - Rio Branco-AC a Cacoal-RO

Dia todo na estrada, chegamos em Ji-Paraná no começo da noite, resolvemos seguir porque tem um lugarzinho que gosto de ficar em Cacoal, putz, se arrependimento matasse, após Ji-Paraná a estrada, que já não é das melhores, piora drasticamente, muitos buracos e um trânsito pesado de caminhões, foi de amargar.

Já está devidamente anotado pra próxima, esse pequeno trecho de 100km só de dia e com tempo folgado.

 

12/02 - Cacoal-RO a Nova Mutum-MT

Último dia de estrada, saímos logo cedo pois estávamos com uma troca de óleo marcada na Toyota de Vilhena. Chegamos em cima do laço, o serviço foi rápido e eficiente, além da troca de óleo pedi uma geral na suspensão e pra variar, nada pra fazer. Estrada de novo, fizemos uma pequena parada em Comodoro para um almoço, de lá saímos da BR e seguimos rumo ao médio-norte do MT e, por volta de 06:00h da tarde finalmente chegamos no nosso cantinho. Viajar é muito bom, somos apaixonados pela estrada, mas estar em casa depois de tantos dias fora, não tem preço.

A galeria completa está logo abaixo, bem como o arquivo de tracklog do GPS.

 

Grande abraço e até a próxima

 

Quilometragem total: 13.552 km  /  Combustível: 1.922,79 lts  /   Dias: 39




Arquivos Mapas/GPS



Imagens - Noroeste Argentino - Atacama - Peru - 2011 _ Jeison Krauspenhar

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