Jalapão - Julho/2011 - Norte, Centro Oeste,

Relato de viagem realizada em Julho de 2011, tendo como destino principal o Jalapão e arredores. Exploramos também o extremo norte do estado de Goiás, região de belíssimas paisagens e alguns povoados Kalungas.

 

A galeria de fotos completa está no rodapé,
 e também o tracklog (GPS) do percurso.

  • 15-16-17/07 – Deslocamento de Nova Mutum-MT à Mambaí-GO. Saímos numa sexta pela tarde de casa, fomos somente até Cuiabá para ajeitar algumas coisinhas para no dia seguinte seguir rumo à Goiás. No sábado chegamos até a cidade de Goiás (antiga capital do estado), geralmente faço um pouso aqui por dois motivos, um é que fica no meio do caminho até meu pai, outro é que a cidade é belíssima e carrega toda uma história, a cada vinda a gente descobre alguma coisa a mais sobre o lugar e seu passado. No domingo rodamos o dia todo até chegar em Mambaí, onde já nos esperavam. Lá tivemos um bom bate-papo, tomamos um café da tarde e depois seguimos rumo à fazenda, que fica dentro da Bahia, logo após a divisa.

 

  • 18/07 – Passamos o dia na fazenda, ajeitando tralhas e finalizando o planejamento para os próximos dias.

 

  • 19/07 – Mambaí-GO a Cavalcante-GO – Cortamos o interior, passando por Iaciara, Nova Roma, Teresina de Goiás e finalmente Cavalcante. O dia não foi de muita contemplação, mas mesmo assim o cerrado sempre nos surpreende com belos cenários, especialmente com seus Ipês em época de florir.

 

  • 20/07 – Cavalcante-GO a Minaçu-GO – O roteiro do dia contemplava o norte da Chapada dos Veadeiros. Tínhamos duas alternativas, uma era seguir em direção à Colinas do Sul, bordeando o Parque, e outra, uma estrada que passa por algumas comunidades Kalungas, que foi nossa opção. Logo ao sair de Cavalcante sobe-se um chapadão, e dali pra frente rodamos quase o dia todo acima dos 1.000mts de altitude. Ali, no começo da chapada, uma boa parada para contemplar a região e também para esquentar a água para um mate. A região tem muitos atrativos, vales, cachoeiras, etc, destacando-se entre eles a Cachoeira de Santa Bárbara. Mas nosso objetivo não era explorar a região, somente fazer a ligação com Tocantins por um caminho alternativo, então o negócio era seguir viagem. Passamos ainda pela Vila São Domingos, atravessamos a Reserva Natural Serra do Tombador, área mantida pela Fundação O Boticário, e de lá seguimos rumo a Minaçu. Antes ainda pegamos uma balsa e ainda fomos fazer uma pequena parada na Usina Canabrava, chegamos na cidade já no escuro.

 

  • 21/07 – Minaçu-GO a Palmas-TO – Nossa intenção não era conhecer a capital, mas desde o planejamento já estava prevista uma parada para revisão da viatura, e a única alternativa nesse roteiro seria Palmas. De Minaçu cortamos novamente pelo interior, nosso roteiro foi: Vila Canabrava-Palmeirópolis-São Salvador do Tocantins-Paranã(onde fizemos um almoço debaixo da ponte)-Príncipe-Natividade e daí pra frente rumo a Palmas por vias “normais”.

 

  • 22/07 – Palmas-TO a Ponte Alta do Tocantins-TO – Logo cedo fomos fazer a revisão, como não consegui marcar horário, fui na “escura”, pra nossa sorte logo nos atenderam e lá pelas 10:00h já estávamos na estrada novamente. Voltamos a Porto Nacional, fizemos um almoço por lá e pegamos, agora sim, a estrada rumo ao Jalapão, nosso destino principal dessa jornada. Chegamos à Ponte Alta lá pelas 15:00h, nos alojamos e partimos para a Pedra Furada e seu magnífico pôr do sol, foi um espetáculo terminar o dia assim, era tudo que precisávamos.

 

  • 23/07 – Ponte Alta a Cachoeira da Velha – Cedinho na estrada, o dia prometia. Primeira parada: Sussuapara. Segundo nos falaram em Ponte Alta, antigamente havia uma cachoeira também no lugar, mas hoje é um riacho que passa no meio de um pequeno cânion. Lugar interessante e bonito. De lá fomos para a Cachoeira do Lajeado, bonito também, porém o acesso ao poço da cachoeira é complicado, só fomos eu e meu pai, as crianças e as patroas ficaram na parte alta, no lajeado, curtindo um pouco a água.
    De lá fomos à um lugar muito bacana, onde ficamos boa parte do dia curtindo, e também fizemos um almoço: Cachoeira Brejo da Cama, um cenário fantástico pra passar um dia inteiro, fácil acesso e muito bom para banho. Por pouco não acampamos ali mesmo, era o que deveríamos ter feito, pois chegamos à Cachoeira da Velha já no fim do dia, armando acampamento no escuro, no meio de um poeirão, pela manhã descobrimos lugares melhores.

 

  • 24/07 – Cachoeira da Velha a Fazenda Progresso – Logo cedo um gostoso café no acampamento, daqueles que não tem preço, daí fomos curtir a região, acabamos saindo da prainha já próximo ao meio-dia, muito bom o lugar.
    Com as estradas sempre ruins, chegamos à Fazenda Progresso no meio da tarde, fizemos um almoço atrasado e depois fomos curtir a água, que aqui também tem belos locais à beira do Rio Novo. A fazenda é mantida pelo casal Antonio e Dona Milma, um casal muito simpático que resolveu trocar o agito de Goiânia pela tranquilidade desse cerrado tão isolado. Dona Milma em especial é um amor de pessoa, nos sentimos em casa, até um delicioso bolo ela resolveu fazer junto com meus piás, foi uma noite especial. O lugar oferece área para camping, cabanas de palha, comidas, bebidas e belos lugares para banho, vale a pena passar algum tempo por aqui, recomendo.

 

  • 25/07 – Fazenda Progresso a Mateiros – Como sempre, no ritmo slow-motion, sempre curtindo tudo e sem pressa alguma, levamos quase o dia todo pra fazer poucos quilômetros, é claro que a estrada péssima também contribui para isso.
    O ponto principal do dia de hoje foi as Dunas. Belíssimo lugar, não parece que estamos no meio do cerrado brasileiro. Para chegar muita areia, aqui sem um bom 4x4 nem pensar em entrar. Primeiro areia branca na estrada, um lindo lago e depois as dunas. Deve-se deixar a viatura num ponto antes, de onde é proibido passar, e de lá seguir à pé até elas, mas é tranquilo e curto o caminho. É impressionante aquele monte de areia no meio do nada. Ao longe se avistam as encostas arenosas da Serra do Espírito Santo, e o vento, muito vento, é uma constante, não é por nada que se forma esse cenário único.

 

  • 26/07 – Mateiros e arredores – Passamos o dia em basicamente dois lugares, o Fervedouro e a Cachoeira da Formiga. O primeiro é uma piscina de águas cristalinas com uma areia branca no fundo, olhando ao longe parece que é uma piscina de leite, interessante. Bom, a sensação é muito bacana, a água sai debaixo dessa areia, tem um grande poço no meio onde não se consegue afundar, a água te joga para cima, bom demais.
    De lá fomos para a Formiga, eleita por todos o melhor lugar da viagem, e consequentemente o mais visitado, foi o único lugar que encontramos muita gente, o restante era sempre bem isolado. O lugar é simplesmente fantástico, um rio de águas incrivelmente cristalinas e levemente morna, o salto cai num poço não profundo, deve ter no máximo uns 3-3,5mts, e com areia no fundo, isso faz com que tudo pareça iluminado por baixo, dá pra ver tudo com essa combinação, o visual que se tem ao mergulhar é incrível e a temperatura da água nos convida para um dia todo dentro dela. Da próxima vez viremos para um dia inteiro aqui, onde também tem área de camping e banheiro.
    No fim do dia, cansados pelas horas dentro da água, terminamos a jornada como no dia anterior, no Rancho 21, um restaurante fora da cidade e com a melhor refeição da viagem, uma comidinha caseira simplesmente show, vale a pena. Depois disso tudo, um merecido sono.

 

  • 27/07 – Mateiros-TO a São Domingos-GO – Primeira parada: Pedra da Baliza, formação que marca a divisa do Estado do Tocantins com a Bahia, já no alto. O visual da região que se tem desse ponto é muito bacana, vale a visita. Dali pode-se seguir em duas direções, a leste em direção à Coaceral e posteriormente Formosa do Rio Preto, ou então seguir rumo sul, encontrando o asfalto nas proximidades de Dianópolis. Ambas estradas cortam grandes fazendas e plantações do Oeste Baiano, um contraste gigante com o que estávamos andando até agora. Seguimos para o sul e após uma vila chamada Panambi e posteriormente um lugar chamado Garganta, descemos a serra em direção à Goiás, cruzamos o interior, novamente algumas estradinhas de chão pra cortar caminho e chegamos em São Domingos noite adentro.

 

  • 28/07 – São Domingos-GO a Mambaí-GO – Ao meio-dia já estávamos na fazenda, agora era curtir esse sossego todo, sairíamos daqui somente no sábado (30). Dois dias coçando, comendo churrasco e galinhada, eita complicação.

 

  • 30 e 31/07 e 01/08 – Mambaí-GO a Nova Mutum-MT – Na estrada novamente, no primeiro dia fomos até Rio Verde-GO, como fazia tempo que só fazíamos o trajeto por cima (Barra do Garças), resolvemos ir por baixo para dar uma olhada na região, péssima escolha, ou a rodovia está em obras de duplicação ou está em péssimo estado, sempre com muito trânsito. Tão cedo não passaremos por aqui. No segundo dia fomos somente até Cuiabá, o planejado era seguir até em casa, mas já chegamos no fim da tarde e não gostamos de rodar pela noite. Um pouco antes de Cuiabá encontramos um casal de europeus viajando em um pequeno motor home montado em uma Defender, aquele buzinaço só e algumas fotos, quando um viajante encontra outro é uma festa. Na segunda cedo estávamos na estrada novamente, chegamos para o almoço, agora sim, estava finalizada mais uma jornada.

    Grande abraço e até a próxima.






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